Parabéns, senhor Mário, o senhor é um gênio!
Somente um gênio teria a coragem de demitir o comandante de um navio, no momento em que este está zarpando do porto.
Depois tenta levar um novo comandante até a embarcação, de lancha em um mar recheado de tubarões, sem nem mesmo garantir que ele não será atirado as águas no momento em que a viagem se torne minimamente conturbada novamente.
Mas a genialidade não está nesse fato que mais parece uma aventura de Simbat.
Ela está no fato de jogar sombra sobre o debate principal: a SAF.
A cortina de fumaça foi lançada de maneira sublime. Digna de aplausos.
Não satisfeito, ainda serviu aos passageiros dessa viagem maluca, um cardápio de nomes de treinadores que o senhor sequer cogitou, mas que o senhor sabia, iria criar uma comoção coletiva.
O senhor pensou rápido. Isso veio no momento em que os ânimos estavam exaltados.
Entre abaixos-assinados e expulsões de sócios das dependências do Clube.
Quando tentaram pautar o debate, e conduzi-lo ao confronto, o senhor virou o jogo e voltou a pautar a conversa.
A tua bússola é a única a apontar o caminho.
Capitão e timoneiro.
Conto os minutos para que o senhor dê o ar de sua graça em uma coletiva austera, séria, pontual.
Onde as perguntas já estão todas bem respondidas, basta sortear o interlocutor. Então controla-se a tripulação e os passageiros.
O senhor é um gênio, senhor Mário.
Se da garrafa, se do mal, ou incompreendido, eu não sei.
São tantos tipos de gênio que fica difícil definir qual é o seu.
Mas eu, nessa minha brevidade, não consigo tirar da cabeça uma humilde definição: maquiavélico.